O mecanicismo é uma propriedade da Administração Científica onde as organizações eram vistas como um arranjo rígido, construídas a partir de um projeto e montadas como peças mecânicas. A máxima eficiência era procurada através da avaliação pormenorizada do seu funcionamento. O lado humano, as emoções e os relacionamentos foram ignorados. As pessoas eram consideradas preguiçosas e ineficientes e precisavam ser controladas e estimuladas financeiramente para que cumprissem suas obrigações.
Uma importante personalidade mecanicista é Frederick Taylor.
Chiavenato, Idalberto. Introdução à teoria geral da admistração. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000. ISBN 85-352.0677-9
Pesquise no Administrador Br
Mostrando postagens com marcador Teoria Geral da Administração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teoria Geral da Administração. Mostrar todas as postagens
Características da Burocracia Segundo Max Weber
Conforme a definição popular, a burocracia é geralmente vista como uma empresa, organização ou repartição onde a papelada se multiplica mais e mais, impedindo soluções rápidas e eficientes. O termo é empregado também com o sentido de apego dos funcionários às rotinas e regulamentos, acarretando ineficiência à organização. As pessoas leigas passaram a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema. Entretanto para Max Weber a burocracia é exatamente o contrário, é a organização eficiente por excelência e para conseguir esta eficiência, a burocracia necessita detalhar antecipadamente e nos mínimos detalhes como as coisas devem se suceder.
Principais Características
1. Caráter legal de regulamentos e normas: é uma organização ligada por normas e regulamentos estabelecidos previamente por escrito. É fundamentado em legislação própria que define com antecedência como a organização deve funcionar.
- São escritas.
- Procuram abranger todas as áreas da organização.
- É uma composição social organizada racionalmente.
- Permitem a padronização dentro da empresa.
-Atribuem às pessoas investidas da autoridade um poder de coação
sobre os subordinados e também os meios coercitivos capazes de impor
a disciplina.
2. Caráter racional e divisão do trabalho: A Burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho. Esta divisão do trabalho atende a uma racionalidade, é adequada ao
objetivo a ser atingido: A eficiência da organização.
- Daí o aspecto funcional da burocracia.
- Há uma divisão sistemática do trabalho, do direito e do poder.
- Estabelece as atribuições de cada participante.
- Cada participante passa a ter o seu cargo específico, suas funções específicas e sua área de competência e de responsabilidade.
- Cada participante sabe qual é a sua capacidade de comando sobre os outros e quais os limites de sua tarefa.
- As incumbências administrativas são altamente diferenciadas e especializadas.
3. Caráter formal das comunicações: A burocracia é uma organização ligada por comunicação escrita. Todas as ações e procedimentos são feitos por escrito para proporcionar a comprovação e documentações adequadas.
4. Impessoalidade nas relações: Esta distribuição de atividade é feita impessoalmente, ou seja, é feita em termos de cargos e funções e no de pessoas envolvidas.
- Considera as pessoas como ocupantes de cargos e de funções.
- O poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa.
- Obedece ao superior não em consideração a pessoa, mas ao cargo que ele ocupa.
- As pessoas vêm e vão, mas os cargos permanecem.
-Cada cargo abrange uma área ou setor de competência e de
responsabilidade-
5. Rotinas e procedimentos padronizados: A burocracia fixa as regras e normas técnicas para o desempenho de cada cargo.
- O ocupante do cargo não pode fazer o que quiser, mas o que a burocracia impõe que ele faça.
A disciplina no trabalho e o desempenho no cargo são assegurados por um conjunto de regras e normas, que tentam ajustar o funcionário às exigências do cargo e das organizações.
- Todas as atividades de cada cargo são desempenhadas segundo padrões claramente definidos.
6. Profissionalização dos participantes: A burocracia é uma organização que se caracteriza pela profissionalização dos seus participantes. Cada funcionário é um profissional pelas seguintes razões:
- E um especialista: Cada funcionário é especializado nas atividades do seu cargo.
- É assalariado: Os funcionários da burocracia participam da organização e recebem salários correspondentes ao cargo que ocupam.
- E nomeado por superior hierárquico.
- Seu mandato é por tempo indeterminado.
- Segue carreira dentro da organização.
- Não possui a propriedade dos meios de produção. O administrador profissional administra a organização em nome dos proprietários.
- É fiel ao cargo e identifica-se com os objetos da empresa. O funcionário passa a defender os interesses do seu cargo e da sua organização.
7. Competência técnica e meritocracia: Na burocracia a escolha das pessoas é baseada no mérito e na competência técnica.
- Admissão, transferência e a promoção dos funcionários são baseadas
em critérios, válidos para toda a organização.
- Daí a necessidade de exames, concursos, testes e títulos para a
admissão e promoção dos funcionários.
8. Autoridade Hierarquica: A burocracia estabelece os cargos segundo o princípio de hierarquia.
- Cada inferior deve estar sobre a supervisão de um superior.
- Não há cargo sem controle ou supervisão.
- A hierarquia é a ordem e subordinação, a graduação de autoridade
correspondente às diversas categorias de participantes, funcionários e
classes.
9. Previsibilidade completa do funcionamento: O modelo burocrático de Weber parte da pressuposição de que o comportamento dos membros da organização é perfeitamente previsível.
- Os funcionários devem comportar-se de acordo com as normas e
regulamentos da organização.
- Tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever
antecipadamente todas as ocorrências e rotinizar sua execução.
Veja também: O que é burocracia?
Principais Características
1. Caráter legal de regulamentos e normas: é uma organização ligada por normas e regulamentos estabelecidos previamente por escrito. É fundamentado em legislação própria que define com antecedência como a organização deve funcionar.
- São escritas.
- Procuram abranger todas as áreas da organização.
- É uma composição social organizada racionalmente.
- Permitem a padronização dentro da empresa.
-Atribuem às pessoas investidas da autoridade um poder de coação
sobre os subordinados e também os meios coercitivos capazes de impor
a disciplina.
2. Caráter racional e divisão do trabalho: A Burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho. Esta divisão do trabalho atende a uma racionalidade, é adequada ao
objetivo a ser atingido: A eficiência da organização.
- Daí o aspecto funcional da burocracia.
- Há uma divisão sistemática do trabalho, do direito e do poder.
- Estabelece as atribuições de cada participante.
- Cada participante passa a ter o seu cargo específico, suas funções específicas e sua área de competência e de responsabilidade.
- Cada participante sabe qual é a sua capacidade de comando sobre os outros e quais os limites de sua tarefa.
- As incumbências administrativas são altamente diferenciadas e especializadas.
3. Caráter formal das comunicações: A burocracia é uma organização ligada por comunicação escrita. Todas as ações e procedimentos são feitos por escrito para proporcionar a comprovação e documentações adequadas.
4. Impessoalidade nas relações: Esta distribuição de atividade é feita impessoalmente, ou seja, é feita em termos de cargos e funções e no de pessoas envolvidas.
- Considera as pessoas como ocupantes de cargos e de funções.
- O poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa.
- Obedece ao superior não em consideração a pessoa, mas ao cargo que ele ocupa.
- As pessoas vêm e vão, mas os cargos permanecem.
-Cada cargo abrange uma área ou setor de competência e de
responsabilidade-
5. Rotinas e procedimentos padronizados: A burocracia fixa as regras e normas técnicas para o desempenho de cada cargo.
- O ocupante do cargo não pode fazer o que quiser, mas o que a burocracia impõe que ele faça.
A disciplina no trabalho e o desempenho no cargo são assegurados por um conjunto de regras e normas, que tentam ajustar o funcionário às exigências do cargo e das organizações.
- Todas as atividades de cada cargo são desempenhadas segundo padrões claramente definidos.
6. Profissionalização dos participantes: A burocracia é uma organização que se caracteriza pela profissionalização dos seus participantes. Cada funcionário é um profissional pelas seguintes razões:
- E um especialista: Cada funcionário é especializado nas atividades do seu cargo.
- É assalariado: Os funcionários da burocracia participam da organização e recebem salários correspondentes ao cargo que ocupam.
- E nomeado por superior hierárquico.
- Seu mandato é por tempo indeterminado.
- Segue carreira dentro da organização.
- Não possui a propriedade dos meios de produção. O administrador profissional administra a organização em nome dos proprietários.
- É fiel ao cargo e identifica-se com os objetos da empresa. O funcionário passa a defender os interesses do seu cargo e da sua organização.
7. Competência técnica e meritocracia: Na burocracia a escolha das pessoas é baseada no mérito e na competência técnica.
- Admissão, transferência e a promoção dos funcionários são baseadas
em critérios, válidos para toda a organização.
- Daí a necessidade de exames, concursos, testes e títulos para a
admissão e promoção dos funcionários.
8. Autoridade Hierarquica: A burocracia estabelece os cargos segundo o princípio de hierarquia.
- Cada inferior deve estar sobre a supervisão de um superior.
- Não há cargo sem controle ou supervisão.
- A hierarquia é a ordem e subordinação, a graduação de autoridade
correspondente às diversas categorias de participantes, funcionários e
classes.
9. Previsibilidade completa do funcionamento: O modelo burocrático de Weber parte da pressuposição de que o comportamento dos membros da organização é perfeitamente previsível.
- Os funcionários devem comportar-se de acordo com as normas e
regulamentos da organização.
- Tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever
antecipadamente todas as ocorrências e rotinizar sua execução.
Veja também: O que é burocracia?
Tipos de Sociedade e de Autoridade
Para melhor entender a burocracia, Max Weber estudou os tipos de sociedade e os tipos de autoridade.
Segundo Weber, há três tipos de sociedade:
1. Sociedade carismática: na qual se destaca características místicas, arbitrárias e personalísticas, como nos grupos revolucionários, nas nações em revolução, nos partidos políticos, etc.
2. Sociedade tradicional: na qual predominam características patriarcais e patrimonialistas, como a família, o clã, a sociedade medieval, etc.
3. Sociedade legal, racional ou burocrática: na qual predominam normas impessoais e racionalidade na escolha dos meios e dos fins, como nas grandes empresas, nos estados modernos, nos exércitos, etc.
Weber identificou três principais fatores que ajudaram no desenvolvimento da burocracia moderna:
1. O crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno. Apenas o tipo burocrático de organização pode arcar com a enorme complexidade e tamanho de tais tarefas.
2. O desenvolvimento de uma economia monetária, pois a moeda não apenas facilita, mas racionaliza as transações econômicas. Na Burocracia, a moeda assume o lugar da remuneração em espécie para os funcionários, permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática.
3. A superioridade técnica, em termos de eficiência, do modo burocrático de administração valeu como uma força autônoma para aplicar sua prevalência. A razão decisiva da superioridade da organização burocrática sempre foi unicamente sua superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização.
O desenvolvimento tecnológico fez as tarefas administrativas precisarem de aperfeiçoamento para acompanhá-lo. Assim, os sistemas sociais cresceram muito, as grandes empresas passaram a produzir em massa, sufocando as pequenas. Além disso, nas grandes empresas há uma necessidade crescente de cada vez mais se obter um controle e uma maior previsibilidade do seu funcionamento. O modelo concebido com antecipação por Weber foi utilizado pela maioria das grandes organizações modernas como IBM, Ford, Philips, General Motors, etc.
Segundo Weber, há três tipos de sociedade:
1. Sociedade carismática: na qual se destaca características místicas, arbitrárias e personalísticas, como nos grupos revolucionários, nas nações em revolução, nos partidos políticos, etc.
2. Sociedade tradicional: na qual predominam características patriarcais e patrimonialistas, como a família, o clã, a sociedade medieval, etc.
3. Sociedade legal, racional ou burocrática: na qual predominam normas impessoais e racionalidade na escolha dos meios e dos fins, como nas grandes empresas, nos estados modernos, nos exércitos, etc.
Weber identificou três principais fatores que ajudaram no desenvolvimento da burocracia moderna:
1. O crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno. Apenas o tipo burocrático de organização pode arcar com a enorme complexidade e tamanho de tais tarefas.
2. O desenvolvimento de uma economia monetária, pois a moeda não apenas facilita, mas racionaliza as transações econômicas. Na Burocracia, a moeda assume o lugar da remuneração em espécie para os funcionários, permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática.
3. A superioridade técnica, em termos de eficiência, do modo burocrático de administração valeu como uma força autônoma para aplicar sua prevalência. A razão decisiva da superioridade da organização burocrática sempre foi unicamente sua superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização.
O desenvolvimento tecnológico fez as tarefas administrativas precisarem de aperfeiçoamento para acompanhá-lo. Assim, os sistemas sociais cresceram muito, as grandes empresas passaram a produzir em massa, sufocando as pequenas. Além disso, nas grandes empresas há uma necessidade crescente de cada vez mais se obter um controle e uma maior previsibilidade do seu funcionamento. O modelo concebido com antecipação por Weber foi utilizado pela maioria das grandes organizações modernas como IBM, Ford, Philips, General Motors, etc.
Teoria da Burocracia - Origem da Burocracia
A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da administração ao redor dos anos 40, principalmente em função dos seguintes aspectos:
1. A fragilidade e parcialidade tanto da Teoria Clássica como da Teoria das Relações Humanas, que não possibilitam uma abordagem global, integrada e envolvente dos problemas organizacionais. Ambas revelam dois pontos de vista extremistas e incompletos sobre a organização, gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo, tanto da estrutura corno dos participantes da organização.
2. A necessidade de um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as variáveis envolvidas, bem como o comportamento dos membros dela participantes, e aplicáveis não somente a fabrica, mas a todas as formas de organização humana e principalmente às empresas.
3. O crescente tamanho e complexidade das empresas passaram a exigir modelos organizacionais bem mais definidos. As grandes empresas dependem basicamente de sua organização, da administração e de um grande número de pessoas com diferentes habilidades realizando tarefas específicas e diferentes. Milhares de pessoas devem ser colocadas em diferentes setores de produção e em diferentes níveis hierárquicos. Tudo isso deve ser feito de maneira integrada e coordenada. Tanto a Teoria Clássica como a Teoria das Relações Humanas mostraram-se insuficientes para responder a essa nova situação.
4. O ressurgimento da Sociologia da Burocracia, a partir da descoberta dos trabalhos de Max Weber, seu criador. Segundo essa teoria, um homem pode ser pago para agir e se comportar de certa maneira preestabelecida, a qual lhe deve ser explicada exatamente, muito minuciosamente e, em hipótese alguma, permitindo que suas emoções interfiram no seu desempenho. A Sociologia da Burocracia propôs um modelo de organização e os administradores não tardaram em tentar aplicá-los na prática em suas empresas. A partir daí, surge a Teoria da Burocracia na Administração.
Então que é a burocracia? Burocracia é uma forma de organização, que se baseia, na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetos (fins) pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance dos objetivos.
Veja também: Características da Burocracia Segundo Max Weber
Veja também: Características da Burocracia Segundo Max Weber
Abordagem Estruturalista
No começo do século XX, Max Weber, publicou um livro a respeito das grandes organizações da sua época. Deu-lhes o nome de burocracia e começou a designar o século XX como o século das burocracias, pois achava que estas eram as organizações características de um novo tempo, provida de novos valores e de novas exigências. O surgimento das burocracias coincidiu com o surgimento do capitalismo, graças a inúmeros fatores, dentre os quais a economia do tipo monetário, o mercado de mão-de-obra, o surgimento do estado-nação centralizado e a divulgação da ética protestante (que enfatizava o trabalho como um dom de Deus e a poupança como forma de evitar a vaidade e a ostentação).
As burocracias despontaram a partir da era vitoriana como decorrência da necessidade que as organizações sentiram de ordem e exatidão e em função das reivindicações dos trabalhadores por um tratamento justo e imparcial. O modelo burocrático de organização surgiu como uma reação contra a crueldade, o nepotismo e os julgamentos tendenciosos e parcialistas típicos das práticas administrativas desumanas e injustas do início da revolução Industrial. Na verdade, a burocracia foi uma invenção social aperfeiçoada no decorrer da Revolução Industrial, embora tenha suas raízes na Antigüidade histórica, com a finalidade de organizar detalhadamente e de dirigir rigidamente as atividades das empresas com a maior eficiência possível.
O primeiro teórico das organizações foi Max Weber. Weber estudou as organizações sob um ponto de vista estruturalista, preocupando-se com sua racionalidade, isto é, com a relação entre os meios e recursos utilizados e os objetivos a serem alcançados. A organização por excelência, para Weber, é a burocracia.
Com o aparecimento, crescimento e proliferação das burocracias, a teoria administrativa — até então introspectiva e voltada apenas para os fenômenos internos da organização — ganhou uma nova dimensão através da abordagem estruturalista: além do enfoque intra-organizacional surgiu também o enfoque interorganizacional. A visão estreita e restrita aos aspectos internos da organização passou a ser ampliada e substituída por uma visão mais ampla, envolvendo a organização e suas relações com outras organizações dentro de uma sociedade maior. A partir daqui, a Abordagem Estruturalista se impõe definitivamente sobre a Abordagem Clássica e a Abordagem Humanística Embora predomine a ênfase na estrutura, a visão teórica ganha novas dimensões e novas variáveis. A complexidade se toma evidente.
A Abordagem Estruturalista se divide em: Teoria da Burocracia com ênfase na estrutura e Teoria Estruturalista com ênfase na Estrutura, nas Pessoas e no Ambiente.
Assinar:
Postagens (Atom)