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Como fazer um BOM resumo?

Resumo é a redução de um texto a elementos de maior importância.

  • É formado por parágrafos de sentido completo e pertinente ao original.
  • Leva a redigir com clareza e conclusão.
  • Aspas e referências completas devem ser usadas quando transcrita alguma passagem.

Passos para de fazer um bom resumo:

1. Leitura
2. Sublinhar
  • Idéias principais;
  • Detalhes importantes;
  • Palavras-chave.
3. Reconstituir o parágrafo
  • Com as partes sublinhadas.
4. Usar margem para assinalar passagens importantes, pontos de dúvida ou discordância.
5. Fidelidade ao texto original
  • Destaque de títulos e subtítulos;
  • Observar introdução e conclusão;
  • Ser claro e simples;
  • Organizar idéias e fatos por prioridades.

Técnicas de Redação

DESCRIÇÃO: É um texto em que se descreve com detalhes uma situação. Existem dois tipos de descrição: 1) Técnica – mais objetiva 2) Literária – mais subjetiva. O excesso de minúcias pode ser prejudicial.

NARRAÇÃO: É o texto que serve para contar uma história, o fato, o que aconteceu: como, quando, onde quem, porque, por isso. A narrativa, em geral, apresenta dois tempos. 1) Cronológico – hora, dia, mês e ano 2) Psicológicovivido pelo personagem ao recordar fatos passados. Para esse tipo de texto deve-se observar os personagens, o cenário e a trama. O que acontece? Dee que forma acontece? Quem são os personagens? Como acaba?

DISSERTAÇÃO: É um texto de opinião. O autor se posiciona a respeito de um assunto.
Dissetar é expor uma idéia, argumentando, comparando, defendendo um ponto de vista.
A compreensão desse tipo de texto exige que se descubra qual a idéia central do texto, qual o assunto abordado, qual a opinião do autor.

Características de um texto dissertativo:
1. Texto temático – parte de um raciocínio do autor e exige uma leitura aprimorada.
2. Texto analítico – interpreta, analisa e explica um tema.
3. Texto comparativo – estabelece relação entre as idéias expostas, faz comparações e analisa as consequências.
4. Texto argumantativo – característica de todo texto dissertativo
5. Em geral os verbos estão no presente.

Aspectos importantes em um texto dissertativo.
1. O autor quer convencer o leitor
2. O argumento deve ter credibilidade
3. São claras as marcas de: Introdução – (exposição do tema, definição da questão situando o problema), Desenvolvimento – (é a análise da introdução ancorada pela argumentação, ou seja, pela defesa e comprovação da idéia, buscando persuadir, convencer) e Conclusão – trata-se do encerramento; de preferência deve ser breve e marcante.

PARTES DO TEXTO E SUA INTEGRAÇÃO

TÍTULO- fator estratégico de articulação do texto. Auxilia na elaboração de índices, resumos seriação e roteiro. Marca o acontecimento principal e desenvolve expectativas.
Os subtítulos realçam os elementos de significação do texto.
PARÁGRAFO – tem estreita relação com o esquema de raciocínio daquele que constrói o texto. A articulação dos parágrafos é uma etapa da qual resulta um conjunto de coerência e coesão do texto, sustentando a linha temática do texto. Parágrafos bem estruturados permitem que se identifique a síntese da idéia essencial. O bom domínio do parágrafo depende de uma organização de fatos e idéias prioritárias.
Parágrafo de Introdução – determina o interesse do leitor; delmita com clareza a direção do texto; ajuda na consciência da sequência; familiariza o leitor com o assunto.

DIÁLOGO INTERTEXTUAL – um texto pode dialogar com outro usando o mesmo estilo; imitando; parodiando; polemizando; fazendo paralelismo.

Pilares Para a Competência Comunicativa

1.Conteúdo
2.Habilidade – saber fazer
3.Linguagem – Comunicação
4.Valores Culturais
5.Administração do Emocional
6.Planejamento – mediar a apropriação do conteúdo
7.Avaliar
8 Ressignificar Conceitos

O signo da modernidade é, por excelência, a comunicação.
O usuário linguístico competente dispõe de recursos cognitivos para usá-los ao resolver situações comunicativas.
O ato comunicativo sugere um relacionamento agradável e harmônico para ser eficaz. Os ambientes externo e interno interferem na comunicação.
A comunicação é um processo que envolve participação, interação e compreensão. O sucesso ou o fracasso do ciclo de comunicação dependem dessas atitudes.
O comunicador deve sempre buscar a palavra adequada, para comunicar e receber a resposta desejada, com conteúdo significativo. Devem ser evitadas as imprecisões e expressões que permitam várias interpretações.
O conteúdo da comunicação gera reações e atitudes.

A comunicação se processa através de um canal, em determinado espaço e tempo.
O texto leva a mensagem ao receptor através de um canal adequado à situação do momento.
Caso não haja ruído na transmissão da mensagem, o receptor dará a sua resposta.
O feedback é a verificação do resultado da comunicação da mensagem para o receptor.

O contexto comunicativo deve ter coerência, clareza, precisão, sentido, credibilidade e aceitabilidade.
O trabalho construtivo da comunicação é sujeito a regras que levam à conversação, a produzir e interpretar expressões de uso na língua.
Nesse trabalho de construção comunicativa é necessário ampliar o repertório lexical com base nas experiência e vivências partilhadas de valores e atitudes.
Para que a compreensão de novas palavras e novas expressões seja assegurada devem-se buscar esclarecimentos e explicações adicionais sobre os novos termos e tentar usá-los para assegurar a compreensão e internalização do mesmo.
O filtro comunicativo deve ser usado para evitar jargões técnicos e populares bem como julgamentos baseados em ideias pré concebidas de certo ou errado no campo de uso de língua.

As relações de poder podem impedir o fluxo normal de informações, uma vez que levam a causar inibição e falta de espontaneidade. O mesmo acontece se houver clima de relações de conflitos influenciados por antipatias ou simpatias entre os falantes.

É indiscutível a importância da contextualização, dos desafios e momentos de encontro com outros usuários linguísticos, momentos que devem ser multiplicados e reorganizados a fim de que a capacidade comunicativa se torne mais produtiva e criativa. Deve-se buscar desenvolver aptidões e hábitos para receber e transmitir informações e resolver problemas adquirindo competência para a cidadania.

Os meios de comunicação de massa, potencializados pela tecnologia, ultrapassam fronteiras, culturas, idiomas, diversidades e desigualdades A comunicação em tempo real permite com que as notícias transitem pelo mundo todo, levando e trazendo informações que podem interferir em decisões importantes e momentâneas.

Comunicação Empresarial

MISSÃO – é a razão de ser do negócio. Indica o início do negócio, a sua identidade, seus valores prioridades e rumos; orienta o presente e o futuro. Define os produtos, serviços, mercados e tecnologias usadas no negócio e o modo pelo qual se pretende levar a empresa avante.Deve ser elaborada com criatividade, clareza e inovação. É o DNA do negócio. Busca resposta para: o que fazer, como fazer, quando, onde, por que, para que e para quem

VISÃO – é o sonho do negócio e tem foco no futuro e no destino. É a imagem que o dono tem a respeito do futuro do negócio. O que pretende alcançar dentro de certo tempo e deve ter direcionamento consistente e coerente. É o eixo comum com o qual os colaboradores e o público deve se relacionar. A visão inspira e energiza o negócio pois está baseada nos valores, na filosofia da empresa, nos padrões e objetivos. A visão pode mudar com os desafios surgidos no desenrolar do negócio.

COESÃO – é responsável pela conexão sequencial lógica dos aspectos sintáticos, semânticos e pragmáticos dentro do texto. É a superfície do texto, a sua gramática.

COERÊNCIA – é responsável pela formação do sentido, pela forma em que os pensamentos são organizados na mensagem, a forma pela qual são expressos através dos recursos da coesão.
A coerência estabelece um sentido para o texto e permite a interpretabilidade, inteligibilidade e continuidade da situação comunicativa. É a coerência que dá textura à intenção comunicativa.
Os fatores da coerência são de ordem linguística, cognitiva, cultural, interacional e discursiva – são pistas que ativam os conhecimentos armazenados na memória e captam a orientação argumentativa dos enunciados.

ARGUMENTAÇÃO – argumentar é defender uma ideia; é convencer: é persuadir através dos vários recursos da língua, com uso acentuado dos mecanismos da coesão e da coerência O argumento deve ser esclarecedor, envolver e induzir as pessoas à reflexão. Através do argumento são expostos: o parecer, a parte importante da mensagem, as propostas objetivas, as provas consistentes, fazendo valer o ponto de vista apresentado.

MECANISMOS DA ARGUMENTAÇÃO

1.Marcadores de oposição e contraste: mas, porém, etc
2.Causa e consequência: porque, devido, em virtude, etc
3.Finalidade: a fim de, para, com o objetivo de, etc
4.Esclarecimento: vale dizer, ou seja, etc
5.Proporcionalidade: à medida que, à proporção que, quanto mais/menos. Etc
6.Tempo: logo que, quando, antes, assim que, etc
7.Condição: se, caso, a menos que, etc
8.Conclusão: portanto, logo, pois, etc

Esses são apenas alguns dos mecanismos de argumentação, uma vez que, os elementos de coesão e coerência são usados amplamente para garantir a argumentação.

Oratória - A Arte de Falar em Público

Segundo Isabel Furini, a arte de falar em público compreende:

1.A competência do orador; o orador deve comunicar-se adequadamente.
2.Argumentação; o orador deve dominar os recursos argumentativos para apresentar e demonstrar sua tese. Seus argumentos devem produzir significados.
3.Discurso: o orador deve informar, persuadir, divertir. O discurso é a forma pela qual o sentido do texto é organizado para dar conta da mensagem.

Segundo Ingedore Koch, cada ato de linguagem é constituído de três atos:

1.O Falar: consiste na produção de frases; é o nível gramatical.
2.O Dizer: consiste em produzir enunciados; é o nível semântico; é o significado criado pela relação entre a linguagem e o mundo.
3.O Mostrar: consiste em produzir significados e está ligado à enunciação. O sentido é dado pela relação entre a linguagem e os indivíduos; é o campo da pragmática.

ORATÓRIA: é a arte da bela expressão falada. É o falar ao coração e à cabeça. Na oratória deve-se observar:

1.Tom de voz; inflexão e velocidade
2.Gestos: expressão eloquente, embora não verbal.
3.Contato com o público: implica em ter respeito, ser claro, objetivo e direto.
4.Ironia: é um recurso que merece atenção e cuidado.

REGRAS DA ORATÓRIA:

1.Entre em sintonia com o público, tendo em mente suas expectativas. Coloque a ênfase no receptor da mensagem. Fascine e envolva a audiência, o leitor, o ouvinte.
2.Fale com fundamento: pesquise, analise, estude seu tema e fale com propriedade e entusiasmo; domine o assunto.
3.Transmita informações organizadas e coerentes. Organize seu discurso.
4.Seja você mesmo: faça seu marketing pessoal de relacionamento; respeite o seu estilo usando uma comunicação eficiente e eficaz.
5.Adote uma postura atraente e comunicativa. Tenha autodomínio: seja convincente e seguro. Comece bem; postura digna, demonstrando cultura.

PSICOLOGIA DO ORADOR:

1.Imagem: roupas, postura, olhar e gestos.
2.Usar os recursos a sua disposição: contar casos, eventos, fábulas, piadas, perguntas e máximas. Use a tecnologia a seu favor mas com cautela para não limitar seu potencial de expressão.
3.Fazer pausas: A pausa inicial é importante para estabelecer o primeiro contato com o público; usar o olhar. A pausa mecânica é representada pela pausa para respirar. A pausa dramática cria expectativas, concentração e deve ser usada todas as vezes que houver necessidade provocada pelo meio ambiente.

PREPARANDO UMA PALESTRA-ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS

1.Fixe seu objetivo: seu objetivo é a sua mensagem; defenda sua tese, transmita informações; use bons argumentos, que são as provas da defesa de sua opinião.
2.Torne sua palestra agradável ao ouvinte: use um bom texto e defenda com um bom ponto de vista.
3.Comova o público: fale com o coração e ao coração e à cabeça. Disfarce a timidez e o medo criando uma auto imagem positiva.
4.Encontre sua zona de segurança: construa conceitos firmes, dê clareza a seus pensamentos e manifeste seus valores e idéias.
5.Use vigor na expressividade, mas fale com rítmo, musicalidade, sentimento e emoção.
6.Formule novos conceitos que levem à reflexão, mas que sejam adequados à audiência.
7.Exerça liderança perante seu público; demonstre ter uma atitude corajosa, com desafios e sem constrangimentos, provocando o prazer de ser ouvido. Coloque-se no lugar do ouvinte. Apaixone-se pela causa.

RETÓRICA: O QUE É E COMO SE FAZ

Retórica é uma atividade comunicativa. Através da retórica usamos nossa habilidade de convencer, examinar, descrever, prescrever e avaliar.O objetivo é influenciar atitudes e ações tanto com palavras como através de outros símbolos.
No ato comunicativo, podemos afirmar que retórica é a arte de convencer por meio da palavra usando argumentos convincentes..
A argumentação é a principal característica da retórica. Ela dá credibilidade à retórica. Uma argumentação convincente leva a uma comunicação persuasiva.
A ação retórica acrescenta algo nova às experiências já vividas, pois transforma e amplia o conhecimento da realidade, fortalece posições existentes e nos faz ver o mundo sob novas perspectivas. A relação entre o já dito e o que se está dizendo solicita olho crítico no discurso do outro, nas propostas e justificativas, para bem usar nossa liberdade, analisando os fatos para não serem distorcidos e para não nos deixarmos enganar.

Compreender é processo ativo onde colocamos nossas expectativas e valores, desejos e necessidades. A retórica propõe a compreensão interativa e uma visão da realidade que compartilhamos com outros para atingir certos objetivos. A construção retórica leva em consideração o vocabulário, as imagens, os sentimentos que atuam na mente levando o receptor a aceitar ou rejeitar a proposta da mensagem dependendo de seus interesses e sensibilidade. As argumentações devem ser analisadas com criticidade a fim de estimular o raciocínio a formular novos conceitos.

ARGUMENTO E PERSUASÃO

1. Exemplos são argumentos poderosos.
2. Estatísticas e pesquisas transferem dados idôneos e sólidos aos argumentos.
3. O testemunho de pessoas de respeito dá respaldo e idoneidade aos argumentos.
4. O uso de comparações, diferenças e semelhanças apóiam a tese.
5. A autenticidade de teses anteriores, estudos técnicos e científicos dão respaldo.
6. Relacione os argumentos em ordem de apresentação e à linha de raciocínio.

Competência Linguistica

“Uma sentença só tem sentido na corrente da vida” Ludwig Wittgenstein

A compreensão de um texto, falado ou escrito, envolve muitas habilidades tanto linguísticas como não linguísticas.
A competência linguística é um componente utilizado no processo de compreensão.
A competência linguística envolve conhecimento de algumas regras gramaticais. O falante deve saber como a língua age no contexto social e estar aberto à interatividade, ou seja, à função social da linguagem.

LINGUAGEM é a ação social do homem sobre o mundo. É na linguagem que percebemos a intencionalidade, a ideologia e a argumentatividade
LINGUA é uma estrutura socializada onde o sujeito usa a palavra e o discurso para se comunicar, falar da realidade e criar sua própria história de vida.
FALA é a parte articulada. É pelo interação do pensamento com a fala que deixamos claro o que queremos dizer. Usar bem a palavra é produzir textos adequados às situações de vida.
É preciso fazer exercícios para pensar bem e para expressar bem; um pensamento ordenado, sistematizado, coerente e coeso.
Assim é fundamental trabalhar o desenvolvimento do pensar.
DIÁLOGO é a forma ativa de como recebemos e compreendemos a palavra do outro.
DISCURSO é a ação verbal produzida com intencionalidade. O indivíduo tenta usar sua influência sobre o comportamento, idéias e intenções dos outros.
ARGUMENTO é um ato de convencer. Argumentar é defender uma ideia.
A argumentatividade implica em interação social. O argumento deve ser esclarecedor, envolver e induzir o público à reflexão.

ROTEIRO PARA IDENTIFICAR A ARGUMENTAÇÃO DE UM TEXTO:

1.Qual a tese do texto?
2.O que o autor quer dizer?
3.Relacione os argumentos apresentados; as provas da tese.
4.O autor mencionou pessoas conhecidas e famosas para defender sua ideia?
5.Com que intenção o texto foi escrito?
6.Qual a posição que o leitor ou ouvinte tem em relação ao tema?

Confira o texto abaixo e tente responder as peguntas acima:

Faz poucos anos, num debate sobre o poder da televisão, numa biblioteca pública da periferia paulistana, um homem da plateia pediu a palavra para dar seu depoimento. Contou que sua filha de 5 anos de idade, depois de ser repreendida pela mãe, reagiu gritando: “Não sou mais sua filha. Agora eu sou filha da Xuxa”. A mãe de verdade, “demitida” assim de repente, ficou sem reação (...). O cotidiano infantil de nossos dias já não é demarcado apenas por coisas corpóreas, como os cavaleiros do zodíaco, os filmes policiais e até mesmo a Xuxa, que, na imaginação daquela telespectadora tão pequena, tinha assumido o lugar da mãe.