“Uma sentença só tem sentido na corrente da vida” Ludwig Wittgenstein
A compreensão de um texto, falado ou escrito, envolve muitas habilidades tanto linguísticas como não linguísticas.
A competência linguística é um componente utilizado no processo de compreensão.
A competência linguística envolve conhecimento de algumas regras gramaticais. O falante deve saber como a língua age no contexto social e estar aberto à interatividade, ou seja, à função social da linguagem.
LINGUAGEM é a ação social do homem sobre o mundo. É na linguagem que percebemos a intencionalidade, a ideologia e a argumentatividade
LINGUA é uma estrutura socializada onde o sujeito usa a palavra e o discurso para se comunicar, falar da realidade e criar sua própria história de vida.
FALA é a parte articulada. É pelo interação do pensamento com a fala que deixamos claro o que queremos dizer. Usar bem a palavra é produzir textos adequados às situações de vida.
É preciso fazer exercícios para pensar bem e para expressar bem; um pensamento ordenado, sistematizado, coerente e coeso.
Assim é fundamental trabalhar o desenvolvimento do pensar.
DIÁLOGO é a forma ativa de como recebemos e compreendemos a palavra do outro.
DISCURSO é a ação verbal produzida com intencionalidade. O indivíduo tenta usar sua influência sobre o comportamento, idéias e intenções dos outros.
ARGUMENTO é um ato de convencer. Argumentar é defender uma ideia.
A argumentatividade implica em interação social. O argumento deve ser esclarecedor, envolver e induzir o público à reflexão.
ROTEIRO PARA IDENTIFICAR A ARGUMENTAÇÃO DE UM TEXTO:
1.Qual a tese do texto?
2.O que o autor quer dizer?
3.Relacione os argumentos apresentados; as provas da tese.
4.O autor mencionou pessoas conhecidas e famosas para defender sua ideia?
5.Com que intenção o texto foi escrito?
6.Qual a posição que o leitor ou ouvinte tem em relação ao tema?
Confira o texto abaixo e tente responder as peguntas acima:
Faz poucos anos, num debate sobre o poder da televisão, numa biblioteca pública da periferia paulistana, um homem da plateia pediu a palavra para dar seu depoimento. Contou que sua filha de 5 anos de idade, depois de ser repreendida pela mãe, reagiu gritando: “Não sou mais sua filha. Agora eu sou filha da Xuxa”. A mãe de verdade, “demitida” assim de repente, ficou sem reação (...). O cotidiano infantil de nossos dias já não é demarcado apenas por coisas corpóreas, como os cavaleiros do zodíaco, os filmes policiais e até mesmo a Xuxa, que, na imaginação daquela telespectadora tão pequena, tinha assumido o lugar da mãe.