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Influência da Organização Militar na Administração

A organização, Militar desde os tempos de Esparta ou de Roma, sempre influenciou o modo de vida nas organizações, e, mais recentemente, também influenciou as teorias da administração ao longo do tempo. A organização militar tem suas origens na organização militar dos exércitos medievais.

O princípio da unidade de comando (pelo qual cada subordinado só pode ter um superior) é o núcleo central das organizações militares. A hierarquia – ou seja, a escala de níveis de comando de acordo com o grau de autoridade – provém da organização militar. Com o passar dos tempos, na medida em que o volume de operações militares aumenta, cresce também a necessidade de delegar autoridade para os níveis mais baixos da organização militar. Ainda na época de Napoleão I (1769 – 1821), cada general supervisiona a totalidade do campo de batalha. Outra contribuição da organização militar é o princípio de direção por meio do qual todo soldado deve saber o que se espera dele e o que ele deve fazer. Mesmo Napoleão I, o general mais autocrata da história militar, nunca deu uma ordem sem antes explicar seu objetivo e certificar-se de que todos a haviam compreendido, pois estava convencido de que a obediência cega jamais leva a uma execução inteligente.

As guerras de maior alcance e de âmbito continental exigiram novos princípios de organização, conduzindo a um planejamento e controle centralizados em paralelo com operações descentralizadas. Ou seja, passou à centralização do comando e à descentralização da execução. Napoleão perdeu a batalha de Waterloo para Wellington, general inglês que estudou na Universidade de Elton. Nessa universidade, Wellington não participou de batalhas, mas aprendeu conceitos e teorias que iria aplicar no campo de guerra. E a ganhou. Era um novo mundo que surgia.

O conceito de hierarquia na organização militar é tão antigo quanta a própria guerra. O Estado-maior formal como um quartel-general apareceu em 1665 como a Marca de Brandenburgo, precursor do exército prussiano. A evolução do princípio de assessoria e de estado-maior teve sua origem no séc. XVIII na Prússia, com o imperador Frederico II, o Grande (1712-1786). Para aumentar a eficiência do seu exército, criou um Estado-Maior (staff) para assessorar (staff) trabalhavam independentemente, numa separação entre planejamento e execução das operações de guerra. Oficiais formados no estado-maior eram transferidos para as posições de comando (linha) e novamente para o estado-maior, o que assegurava experiência e vivencia nas funções de gabinete, de campo e novamente de gabinete.

No início do século XIX, o general prussiano Carl Von Clausewitz (1780-1831) escreveu o Tratado sobre a Guerra e os Princípios de Guerra. Foi o Inspirador dos teóricos da administração que se basearam na organização e estratégias militares para adaptá-las às organizações e estratégias empresariais.

Clausewitz considerava a disciplina um requisito fundamental para a organização. Para ele, toda organização requer planejamento, no qual as decisões devem ser científicas e não intuitivas.

Princípios da Administração Científica

A preocupação de racionalizar, padronizar e prescrever normas de conduta ao administrador levou os engenheiros da Administração Cientifica a pensarem que tais princípios pudessem ser aplicados a todas as situações possíveis. Cada autor estabeleceu seus próprios princípios de administração. Um princípio é uma afirmação válida para uma determinada situação; é uma previsão antecipada do que deverá ser feito quando ocorrer essa situação. Dentre a profusão de princípios defendidos pelos autores da Administração Científica, os mais importantes são:

1. Princípios da Administração Científica de  Frederick Taylor

Para Taylor, a gerência deve seguir quatro princípios, a saber:
1. Princípio de planejamento: substituir o critério individual do operário e a improvisação do tipo empírico-prático por métodos baseados em procedimentos científicos. Substituir a improvisação pela ciência, por meio do planejamento do método.
2. Princípio de preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores de acordo com suas aptidões e prepará-Ios e treiná-Ios para produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado. Preparar também máquinas e equipamentos através do arranjo físico e da disposição racional das ferramentas e materiais.
3. Princípio do controle: controlar o trabalho para se certificar de que está sendo executado de acordo com os métodos estabelecidos e segundo o plano previsto.
4. Princípio da execução: distribuir as atribuições e responsabilidades, para que a execução do trabalho seja feita pelos operários.

2. Outros Princípios Implícitos da Administração Segundo Taylor

Além dos quatro princípios explícitos citados, podemos considerar outros princípios que Taylor enunciou dispersivamente em sua obra, quais sejam:

1. Estudar o trabalho dos operários, decompô-lo em seus movimentos elementares e cronometrá-lo para, após uma análise cuidadosa, eliminar ou reduzir os movimentos inúteis e aperfeiçoar e racionalizar os movimentos úteis.
2. Estudar cada tarefa antes de fixar o modo como deverá ser executada.
3. Selecionar cientificamente os trabalhadores de acordo com as tarefas que lhes serão atribuídas.
4. Dar aos trabalhadores instruções técnicas sobre o modo de trabalhar, ou seja, treiná-Ios adequadamente.
5. Separar as funções de preparação e as de execução, dando-lhes atribuições precisas e delimitadas.
6. Especializar e treinar os trabalhadores na execução das tarefas.
7. Preparar a produção, ou seja, planejá-Ia e estabelecer prêmios e incentivos para quando forem atingidos os padrões estabelecidos, bem como outros prêmios e incentivos maiores para quando os padrões forem ultrapassados.
8. Padronizar os utensílios, os materiais, o maquinário, o equipamento e os métodos e processos de trabalho a serem utilizados.
9. Dividir proporcionalmente (entre a empresa, os acionistas, os trabalhadores e os consumidores) as vantagens resultantes do aumento da produção proporcionado pela racionalização.
10. Controlar a execução do trabalho, para mantê-lo nos níveis desejados, aperfeiçoá-lo, corrigí-lo e premiá-lo.
11. Classificar de forma prática e simples os equipamentos, os processos e os materiais a serem empregados ou produzidos, de forma a tornar fácil o seu trato e o seu uso.

3. Princípios de Eficiência de Emerson

Harrington Emerson (1853-1931), um dos principais seguidores de Taylor, também engenheiro, procurou simplificar os métodos de trabalho. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre seleção e treinamento de empregados. Os princípios de rendimento preconizados por Emerson são:

  1. Traçar um plano definido, de acordo com os objetivos a alcançar.
  2. Estabelecer o predomínio do bom senso.
  3. Oferecer orientação e supervisão competentes.
  4. Manter disciplina.
  5. Honestidade nos acordos, ou seja, justiça social no trabalho.
  6. Manter registros precisos, imediatos e adequados.
  7. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho.
  8. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho.
  9. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si.
10. Fixar normas padronizadas para as operações.
11. Estabelecer instruções precisas.
12. Oferecer incentivo para maior rendimento e eficiência.

Emerson antecipou-se à Administração por Objetivos proposta por Peter Drucker na década de 1950.

4. Princípios Básicos de Ford

O mais conhecido dos precursores da Administração Científica, Henry Ford (1863-1947) iniciou sua vida como mecânico, chegando a engenheiro-chefe de uma fábrica. Idealizou e projetou um modelo de automóvel e em 1899 fundou sua primeira fábrica de automóveis. Em 1903, fundou a Ford Motor Co. Sua idéia era fabricar carros – antes artesanais, únicos, feito sob encomenda, caríssimos e destinados a poucos milionários – a preços populares dentro de um plano de vendas e assistência técnica. Revolucionou a estratégia comercial da época e produziu enorme impacto sobre a maneira de viver das pessoas. Entre 1905 e 1910, Ford promoveu a grande inovação do século XX: a produção em massa. Embora não tenha inventado o automóvel, nem mesmo a linha de montagem, Ford inovou na organização do trabalho: a produção de maior número de produtos acabados com a maior garantia de qualidade e pelo menor custo possível. Em 1913 já fabricava 800 carros por dia. Em 1914 repartiu com seus empregados uma parte do controle acionário da empresa. Estabeleceu o salário mínimo de cinco dólares por dia e jornada diária de oito horas, quando na época, a jornada variava entre dez e doze horas. Em 1926, já tinha 88 fábricas e empregava 150.000 pessoas, fabricando 2.000.000 de carros por ano. Utilizou um sistema de concentração vertical, (produzindo desde a matéria-prima inicial ao produto final acabado), além da concentração horizontal (através de uma cadeia de distribuição comercial por meio de agências próprias).
Por meio da racionalização da produção idealizou a linha de montagem, que permitiu a produção em série. O produto é padronizado quanto ao material, mão-de-obra, maquinário, desenho e ao mínimo custo possível. A condição precedente, necessária e suficiente é a capacidade de consumo em massa, seja real ou potencial. Daí, os preços baixos. Um carro por apenas 500 dólares.

A produção em massa se baseia na simplicidade. Três aspectos suportam o sistema:

1. A progressão do produto através do processo produtivo é planejada, ordenada e contínua. Não há interrupções.
2. O trabalho é entregue ao trabalhador em vez de obrigá-lo a ir buscá-lo.
3. As operações são articuladas e coordenadas em todos os seus elementos.

Ford adotou três princípios básicos, a saber:

1. Princípio de intensificação: diminuir o tempo de duração com o emprego imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado. É o que chamamos hoje de redução do ciclo de tempo.
2. Princípio de economicidade: reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-prima em transformação. Conseguiu que o automóvel vendido fosse pago à empresa antes de vencido o prazo de pagamento da matéria-prima ao fornecedor e dos salários aos empregados. A velocidade de produção deve ser rápida. O atual esquema just-in-time utilizado na produção ou manufatura tem muito a ver com esse princípio.
3. Princípio de produtividade: aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período (produtividade) por meio da especialização e da linha de montagem. O operário ganha mais e a empresa tem maior produção.

O esquema se caracteriza pela aceleração da produção por meio de um trabalho ritmado, coordenado e econômico.

Ford teve uma incrível intuição de marketing: concluiu que o mundo estava preparado para um carro financeiramente acessível. Em seguida, buscou as técnicas de produção em massa como única forma de viabilizá-lo. Então definiu o preço de venda e desafiou a organização a fazer com que os custos fossem suficientemente baixos para garantir aquele preço. Assim, deu ao mercado o que ele queria: modelos simples e acessíveis. Após três décadas o gênio do marketing perdeu a percepção e a noção daquilo que os clientes aspiravam. Os outros fabricantes começaram a acrescentar opcionais aos carros e Ford continuou fabricando os mesmos modelos simples e básicos

Análise do Trabalho e Estudo dos Tempos e Movimentos

O instrumento básico para se racionalizar o trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos (motion-time study). O trabalho é executado melhor e mais economicamente por meio da análise do trabalho, isto é, da divisão e subdivisão de todos os movimentos necessários à execução de cada operação de uma tarefa. As etapas do processo de análise do trabalho e estudos dos tempos e movimentos são as seguintes:

1. Selecionar um pequeno grupo de trabalhadores qualificados para executar uma determinada tarefa a ser analisada.
2. Estudar a série exata de operações ou movimentos elementares que cada trabalhador repete quando executa a tarefa a ser analisada, além das ferramentas que cada um deles utiliza.
3. Marcar com um cronômetro o tempo necessário para executar cada um desses movimentos elementares e, em seguida, selecionar a forma mais rápida de executar cada elemento da tarefa. Além da determinação do tempo médio para a execução de cada movimento, adicionar também os tempos elementares ou mortos (esperas, tempos de saída do operário da linha para descanso, etc.) para avaliar o "tempo padrão".
4. Eliminar os movimentos incorretos, lentos ou inúteis.
5. Reunir em uma série ordenada os movimentos melhores e mais rápidos, além das melhores ferramentas para definir o novo método de trabalho.

Com isso, padronizava-se o método de trabalho e o tempo destinado à sua execução. Método é a maneira de se fazer alguma coisa para obter um determinado resultado. O estudo dos tempos e movimentos permite a racionalização dos métodos de trabalho do operário e a fixação dos tempos padrões para a execução das tarefas.

Os objetivos do estudo de tempos e movimentos são:

1. Eliminação de todo o desperdício de esforço humano.
2. Adaptação dos operários à tarefa.
3. Treinamento dos operários.
4. Especialização do operário.
5. Estabelecimento de normas de execução do trabalho.

Frank B. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro americano que acompanhou Taylor no esforço de aumentar a produtividade. Introduziu o estudo dos tempos e movimentos dos operários como técnica administrativa para a racionalização do trabalho. Concluiu que todo trabalho manual pode ser reduzido a movimentos elementares (aos quais deu o nome de therblig, anagrama de Gilbreth) necessários à execução de qualquer tarefa.
Os movimentos elementares (therbligs) permitem decompor e analisar qualquer tarefa. A tarefa de colocar parafusos representa sete movimentos elementares: pegar o parafuso, transportá-lo até a peça, posicioná-lo, pegar e transportar a chave de fenda até o parafuso, utilizá-Ia e posicioná-la na situação anterior. O therblig constitui a unidade fundamental de trabalho.
O conceito de eficiência é fundamental para a Administração Científica. A análise do trabalho e o estudo dos tempos e movimentos focalizam a melhor maneira (the one best way) de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. A eficiência significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. Pode ser definida pela equação E = P /R, na qual P são os produtos resultantes e R os recursos utilizados. A organização racional do trabalho busca a melhor maneira, isto é, o melhor método de trabalho para se realizar a tarefa. O método define o padrão de desempenho, que é equivalente a 100% do tempo padrão. A eficiência do operário significa a relação entre o desempenho real e o desempenho previamente estabelecido como eficiência igual a 100%. Daí, a expressão percentagem de eficiência para representar o resultado daquela equação. Assim, a eficiência está voltada para a melhor maneira pela qual as coisas devem ser feitas ou executadas (métodos de trabalho), a fim de que os recursos (pessoas, máquinas, matérias-primas, etc.) sejam aplicados da forma mais racional possível. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos, que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. Emerson utiliza a expressão engenharia de eficiência como uma especialidade na obtenção e maximização da eficiência. Para ele, "eficiência é a relação entre o que é feito e o que pode ser feito". A conseqüência direta da eficiência é a produtividade. A produtividade pode ser definida como a produção de uma unidade produtora por unidade de tempo, isto é, o resultado da produção de alguém por um determinado período de tempo. Quanto maior a eficiência, tanto maior a produtividade.

Organização Racional do Trabalho (ORT)

Frederick Taylor verificou que os operários aprendiam a maneira de executar as tarefas do trabalho por meio da observação dos companheiros vizinhos. Notou que isso conduzia a diferentes métodos para fazer a mesma tarefa e uma grande variedade de instrumentos e ferramentas diferentes em cada operação. Para ele, o operário não tem capacidade, nem formação, nem meios para analisar cientificamente o seu trabalho e estabelecer racionalmente qual é o método mais adequado. Há sempre um método mais rápido e um instrumento mais adequado que os demais (the one best way) que pode ser encontrado e aperfeiçoado por meio de uma análise científica e um acurado estudo de tempos e movimentos, em vez de ficar a critério pessoal de cada operário. Assim, a Administração Científica impõe uma repartição de responsabilidades: a gerência fica com o planejamento (análise do trabalho do operário e definição do método de trabalho) e a supervisão (assistência contínua ao trabalhador durante a produção), enquanto o trabalhador fica somente com a execução do trabalho. A gerência pensa e o trabalhador executa. Essa tentativa de substituir métodos empíricos e rudimentares por métodos científicos recebeu o nome de organização racional do trabalho (ORT).

A organização racional do trabalho (ORT) se baseia em:

Administração como ciência

Para Frederick Taylor, a organização do trabalho deve ser estudada e tratada cientificamente e não empiricamente. A improvisação deve ceder lugar ao planejamento e o empirismo à ciência: a Ciência da Administração. Como pioneiro, o mérito de Taylor reside na sua contribuição para abordar sistematicamente o estudo da organização do trabalho, revolucionando a indústria da época. Inovou ao fazer a análise completa do trabalho, inclusive dos tempos e movimentos, estabelecer padrões de execução, treinar operários, especializar o pessoal, inclusive o de gerência, instalar uma sala de planejamento, em resumo, assumir uma atitude metódica ao analisar e organizar a unidade fundamental de qualquer estrutura, adotando esse critério até o topo da organização, tudo isso o eleva a uma posição não comum no campo da organização.
A Administração Científica constitui uma combinação dos seguintes ingredientes:

  1. Ciência, em lugar de empirismo.
  2.  Harmonia, em vez de discórdia.
  3.  Cooperação, não individualismo.
  4.  Rendimento máximo, em lugar de produção reduzida.
  5.  Desenvolvimento de cada homem, no intuito de alcançar maior eficiência e prosperidade.


Para Taylor, as bases de aplicação da Administração Científica são:

a) Estudo de tempo e definição de padrões de produção.
b) Supervisão funcional.
c) Padronização de ferramentas e instrumentos.
d) Planejamento das tarefas e dos cargos.
e) Princípio da execução.
f) Utilização da régua de cálculo e de instrumentos para economizar tempo.
g) Fichas de instruções de serviço.
h) Prêmios de produção pela execução eficiente das tarefas.
i) Definição da rotina de trabalho.

Se bem que Taylor se preocupasse mais com a filosofia - com a essência da idéia - que exige uma revolução mental tanto da parte da direção como da parte dos operários, a tendência de seus seguidores foi uma preocupação maior com o mecanismo e com as técnicas do que com a filosofia da Administração Científica.
O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, o máximo de prosperidade ao emprego. É o princípio da máxima prosperidade para o patrão acompanhada da máxima prosperidade para o empregado como os dois objetivos principais da Administração. Assim, deve haver uma identidade de interesses entre empregados e empregadores. Taylor salienta que a maioria das pessoas acredita que os interesses dos empregados e dos empregadores são antagônicos. Ao contrário, a Administração Científica parte da certeza de que os interesses de ambos são uns únicos interesses: a prosperidade do empregador não pode existir por muito tempo se não for acompanhada da prosperidade do empregado, e vice-versa. É preciso dar ao trabalhador o que ele deseja: altos salários e ao empregador, o que ele deseja: baixos custos de produção.

Origens da Abordagem Clássica

As origens da Abordagem Clássica da Administração remontam às conseqüências geradas pela Revolução Industrial e podem ser resumidas em dois fatos genéricos, a saber:

1. O crescimento acelerado e desorganizado das empresas, ocasionando gradativa complexidade na sua administração e exigindo uma abordagem científica e mais apurada que substituísse o empirismo e a improvisação até então dominantes. O aumento da dimensão das empresas leva à substituição das teorias de caráter totalizante e global por teorias microindustriais de alcance médio e parcial. Com as grandes empresas de dimensões mais amplas surgem as condições iniciais de planejamento da produção, reduzindo a improvisação.

2. A necessidade de aumentar a eficiência e a competência das organizações, no intuito de se obter o melhor rendimento dos recursos e fazer face à concorrência e à competição entre as empresas. Com a substituição do capitalismo liberal pelos monopólios, instala-se nos Estados Unidos, entre 1880 e 1890, a produção em massa, aumentando o número de assalariados nas indústrias. Torna-se necessário evitar o desperdício e economizar mão-de-obra. Surge a divisão de trabalho entre os que pensam e os que executam. Os primeiros fixam os padrões de produção, descrevem os cargos, fixam funções, definem métodos e normas de trabalho, criando as condições econômicas e técnicas para o surgimento do taylorismo nos Estados Unidos e do fayolismo na Europa.

O panorama industrial no início do século XX apresenta todas as características e condições para inspirar uma Ciência da Administração: uma variedade incrível de empresas, com tamanhos diferenciados, problemas de baixo rendimento da maquinaria utilizada, desperdício, insatisfação generalizada entre os operários, intensa concorrência, elevado volume de perdas por decisões mal formuladas etc. Inicialmente, os autores clássicos pretenderam desenvolver uma Ciência da Administração, cujos princípios, em substituição às leis científicas, pudessem ser aplicados para resolver os problemas da organização.

Abordagem Clássica da Administração

No despontar do século XX, surgiu a Abordagem Clássica da Administração. Ela é desdobrada em duas orientações diferentes e, até certo ponto, opostas entre si, mas que se complementam com relativa coerência:

1. De um lado, a Administração Científica desenvolvida nos Estados Unidos, a partir dos trabalhos de Taylor. A preocupação era aumentar a eficiência no nível operacional, isto é, no nível dos operários. Daí a ênfase na, análise e na divisão do trabalho do operário, uma vez que as tarefas do cargo e do ocupante constituem a unidade fundamental da organização. Nesse sentido, a abordagem da Administração Científica é uma abordagem de baixo para cima (do operário para o gerente) e das partes (operários e seus cargos) para o todo (organização da fábrica). Predominava a atenção para o método de trabalho, para os movimentos necessários à execução de uma tarefa, para o tempo padrão determinado para sua execução. O cuidado analítico e detalhista permitia a especialização do operário e o reagrupamento de operações, tarefas, cargos etc., que constituem a chamada organização racional do trabalho (ORT): uma engenharia industrial dentro de uma concepção pragmática. A ênfase nas tarefas é a principal característica da Administração Científica.

2. De outro lado, a corrente dos anatomistas e fisiologistas da organização, desenvolvida na França, com os trabalhos pioneiros de Fayol. A essa corrente chamaremos Teoria Clássica. A preocupação era aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização (departamentos) e de suas inter-relações estruturais. Daí a ênfase na anatomia (estrutura) e fisiologia (funcionamento) da organização. Nesse sentido, a abordagem da Teoria Clássica é uma abordagem inversa à da Administração Científica: de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo (organização) para as suas partes componentes (departamentos). Predominava a atenção para a estrutura organizacional e com os elementos da Administração, com os princípios gerais da Administração e com a departamentalização. A síntese e a visão global permitiam a melhor maneira de subdividir a empresa sob a centralização de um chefe principal. Foi uma corrente teórica e administrativamente orientada. A ênfase na estrutura é a sua principal característica.

Organização Linha-Staff

O tipo de organização linha-staff é o resultado de tipos de organização linear (cada superior tem autoridade única e absoluta sobre seus subordinados e que não a reparte com ninguém) e funcional (tem como objetivos separar, distinguir e especializar cada setor) buscando-se incrementar as vantagens de cada uma e reduzir as desvantagens.

Há relatos que a organização linha-staff remonta desde 1500 a.C. a qual faz referência o exército do faraó Tutmés, este possuía uma assessoria parecida com um serviço de inteligência, com rudimentos de administração.

De forma sucinta Chiavenato (2004) afirma ainda que na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (execução) e de assessoria (consultoria) mantendo relações simultâneas ente si. Os órgãos de linha caracterizam-se pela autoridade linear e pelo princípio escalar, enquanto os órgãos de staff prestam assessoria e serviços especializados.

Características 

Para a maioria dos autores de teoria geral da administração (TGA) as principais características desse estilo organizacional são:

• A linha de autoridade é linear, ou seja, cada órgão se reporta a apenas um superior. No entanto, todas as áreas de execução da empresa recebem assessoria e serviços especializados dos órgãos de staff.
• Existe comunicação formal entre órgãos e seus superiores e também é evidente que exista comunicação entre os órgãos de linha e de assessoria.
• Especialização das atividades organizacionais, os trabalhadores de linha dedicam-se a exclusivamente a execução, enquanto o staff se dedica à assessoria.
• A organização linha-staff mantém o princípio da hierarquia (cadeia escalar), os órgãos de staff são responsáveis somente por fornecer serviços de consultoria e de assessoria.

Vantagens e Desvantagens

Temos como vantagem a permanência da hierarquia e autoridade na organização, porém ao mesmo tempo, possui assessoria a execução das tarefas. Além disso a estrutura da organização linha-staff permite a integração de todos os trabalhadores na realização do trabalho enquanto alguns são responsáveis pela execução direta outros são encarregados da estratégia.

E como principal desvantagem, temos a possibilidade de conflitos entre os órgãos de linha e de staff porque os especialistas de staff tendem a forçar suas sugestões e tentar impor suas idéias.

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Tipos de Organização

      Organização Formal

Características:


  • ·       Divisão do trabalho
  • ·       Especialização
  • ·       Hierarquia
  • ·       Autoridade
  • ·       Responsabilidade   

Organização Linear

O que é?
É uma organização simples, e de conformação piramidal, onde cada chefe recebe e transmite tudo o que se passa na sua área, uma vez que as linhas são rigidamente estabelecidas.

Características


  • ·       Autoridade linear ou única;
  • ·       Linhas formais de comunicação;
  • ·       Centralização das decisões;
  • ·       Aspecto piramidal.

Vantagens


  • ·       Estrutura simples e de fácil compreensão;
  • ·       Nítida e clara delimitação das responsabilidades dos órgãos envolvidos;
  • ·       Facilidade de implantação;
  • ·       É bastante estável;
  • ·       É o tipo de organização mais indicado para pequenas empresas.

Desvantagens


  • ·       A estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade;
  • ·       A autoridade linear baseada no comando único e direto pode tornar-se autocrática;
  • ·       A organização linear enfatiza e exagera a função de chefia e de comando;
  • ·       À medida que a empresa cresce, a organização linear conduz inevitavelmente ao congestionamento das linhas formais de comunicação.

Organização Funcional

O que é?

Nesta forma de organização, cada empregado deve se reportar a todos os seus superiores, e não apenas ao superior de seu órgão ou departamento, diminuindo o despedício de tempo e evitando intermediações desnecessárias.

Características


  • ·       Autoridade Funcional ou Dividida;
  • ·       Linhas Diretas de Comunicação;
  • ·       Descentralização das Decisões;
  • ·       Ênfase na especialização.

Vantagens


  • ·       Proporciona o Máximo de Especialização;
  • ·       Melhor Supervisão Técnica;
  • ·       Comunicação Direta;
  • ·       Separação entre Planejamento e Execução.

Desvantagens


  • ·       Perda de autoridade;
  • ·       Subordinação Múltipla;
  • ·       Concorrência entre especialistas;
  • ·       Tensão e conflitos;
  • ·       Confusão de objetivos.


Organização Linha-Staff

O que é?

Linha-Staff é a junção dos tipos de organização linear e funcional incrementando vantagens diminuindo as desvantagens.

Níveis Hierárquicos


Vantagens


  • ·       Permanência da hierarquia;
  • ·       Integração dos trabalhadores.

Desvantagem


  • ·       Possibilidade de conflitos entre linha e staff.

Influência da Igreja Católica na Administração

Através dos séculos, as normas administrativas e os princípios de organização pública foram se transferindo das instituições dos Estados (caso de Atenas, Roma...) para as instituições da Igreja Católica o organizações militares. Isso porque a unidade de propósitos e objetivos – princípios fundamentais na organização eclesiástica e militar – nem sempre é encontrada na ação política dos Estados, movida por objetivos contraditórios de cada partido, dirigente ou classe social.


Ao longo dos tempos, a igreja católica estruturou sua organização, com uma hierarquia de autoridade, um estado-maior (assessoria) e a coordenação funcional para assegurar integração. A organização hierárquica da igreja é tão simples e eficiente que a sua enorme organização hierárquica da igreja é tão simples e eficiente que a sua enorme organização mundial pode operar sob o comando de um só homem: o Papa, cuja autoridade coordenadora lhe foi delegada de forma mediata por uma autoridade superior – divina. A estrutura da organização eclesiástica serviu de modelo para muitas organizações que incorporaram seus princípios e normas administrativas.

Influência dos Filósofos e Cientistas na Administração

Desde a antiguidade a administração recebe influência da filosofia. Em uma discussão com Nicomaquides o filósofo grego Sócrates expõe seu ponto de vista sobre a administração como uma habilidade pessoal separada de conhecimento técnico e da experiência.

Platão, discípulo de Sócrates, em sua obra “A República”, expõe a forma democrática de governo e de administração dos negócios públicos.

Aristóteles, discípulo de Platão, baseava seu sistema de lógica binária no princípio da não-contradição: nada pode ser duas coisas ao mesmo tempo (Um circulo sempre será redondo, A sempre será A). Essa lógica se origina da matemática pitagórica. Era uma forma de se estender o método da matemática passo a passo para o raciocínio em geral. A matemática cria a certeza e isso dá sustentação ao racionalismo e à lógica que seriam os alicerces da cultura ocidental o que influenciaram a teoria administrativa até meados do século XX. No livro “Política”, sobre a organização do Estado, distingue-se três formas de administração pública:

  • Monarquia: Governo de um homem só (pode degenerar tirania)
  • Aristocracia: Governo da elite (pode degenerar Oligarquia – governo de poucos em benefícios para si próprios)
  • Democracia: Governo do povo (pode degenerar em anarquia)

Ao longo séculos que vão da antiguidade até a idade moderna a filosofia se distanciou dos problemas administrativos preocupando-se com outras coisas. Francis Bacon, filósofo e estadista inglês fundador da Lógica Moderna baseada no método experimental e indutivo, propôs uma teoria do conhecimento cientifico com baseado na observação e experimentação. Bacon antecipou-se ao princípio administrativo da prevalência do principal sobre o assessório com a preocupação básica de separar experimentalmente o essencial do que é acidental (assessório).


René Descartes, filósofo, físico e matemático francês, fundador da Filosofia Moderna. Celebrizou-se pela criação das coordenadas cartesianas (que deu grande impulso à matemática e geometria da época) e pelo livro “O Discurso do Método”, no qual descreve o chamado método cartesiano, método filosófico cujos princípios são:

  1. Princípio da Dúvida Sistemática ou da Evidência: Não aceitar nada como verdadeiro sem antes souber com evidências claras e distintamente aquilo que é verdadeiro. Aceitar somente como certo aquilo que é realmente certo.
  2. Princípio da Análise ou da Decomposição: Dividir e decompor cada problema em tantas partes quanto possível e resolver casa uma delas separadamente.
  3. Princípio da Síntese ou da Composição: Conduzir pensamentos e raciocínio ordenadamente começando pelo mais simples até o mais complicado.
  4. Princípio da Enumeração ou da Verificação: Fazer verificações e revisões em tudo, para que nada seja omitido ou deixado de lado.

Os quatro princípios do método filosófico cartesiano inspiram a teoria administrativa até o fim da era industrial. Esses métodos serviram de fundamento para a ciência ocidental e permitiram a definição de diversos princípios da administração, como a divisão do trabalho. Constituem uma forma de reducionismo e análise. Definem que, se algo não pode ser medido ele não existe: positivismo (filosofia).

Jean-Jacques Rousseau desenvolveu a teoria do Contrato Social: O Estado surge de um acordo de vontade. Contrato Social é o acordo entre os membros de uma sociedade, pelo qual reconhecem a autoridade, igualmente sobre todos, de um conjunto de regras, de um regime político ou de um governante. Rousseau imagina uma convivência individualista vivendo os homens de maneira cordial e pacífica, sem atritos com seus semelhantes. Porém se o homem por natureza é afável, a vida em sociedade o deturpa.


Thomas Hobbes, filósofo político inglês, defendia o governo absoluto, sob sua visão pessimista acreditava que na ausência do governo, os seres humanos tendem a viver em guerra permanente para obtenção de meios de subsistência. Em seu livro “Leviatã”, marca que o povo renuncia seus direitos naturais em favor de um governo que, investido de poder a ele conferido, imponha a ordem, organize a vida social e garanta paz. Assim, o Estado representa um pacto social, mas ao crescer alcança dimensões enormes, ameaçando a liberdade de todos.

Karl Marx e Friedrich Engels sugerem uma teoria uma teoria da origem econômica do Estado. O nascimento do poder político e do estado é apenas o resultado da dominação econômica do homem pelo homem. O Estado vem a ser uma ordem coativa imposta por uma classe social exploradora. No Manifesto Comunista eles afirmam que a história da humanidade sempre foi a história da luta de classes (exploradores e explorados). Marx afirma que todos os fenômenos históricos são o produto das relações econômicas entre os homens. O marxismo foi a primeira ideologia a afirmar o estudo das leis objetivas do desenvolvimento econômico da sociedade, em oposição aos ideais metafísicos.

Com o surgimento da Filosofia Moderna, administração deixa de receber contribuições e influências, uma vez que o campo filosófico se afasta dos problemas organizacionais.

Isaac Newton, em 1686 publicou seus Princípios Matemáticos da Ciência Física, nos quais oferece uma visão matemática da organização dos sistemas no mundo. Newton introduziu a idéia de causa e efeito na análise cientifica, como indicava Bacon. A procura da causa dos eventos que nos cercam dominou toda a investigação cientifica. As idéias de certeza e previsibilidade de Newton dominaram completamente o panorama científico até o início do século XX.


Palavras-chave: Filósofos na admnistração, matemáticos na administração, fisícos na adiministração, influências da administração, primórdios da administração, história da administração.

Os Primórdios da Administração

A administração constitui da cumulativa contribuição de numerosos precursores, filósofos, físicos, economistas, estadistas e empresários que, no decorrer dos tempos, foram cada qual no seu campo de atividades, desenvolvendo e divulgando as suas obras e teorias.

Referências pré-históricas acerca das grandiosas construções no Egito, Mesopotâmia e Assíria são testemunhas da existência de chefes capazes de planejar e guiar esforços de milhares de trabalhadores em obras gigantescas que existem até hoje. A importância da organização e administração na China e Egito já é indicada em papiros atribuídos à época de 1300 a.C. Na China as parábolas de Confúcio sugerem práticas para a boa administração pública. A Bíblia conta os conselhos de Jetro, sogro de Moisés e sacerdote de Mídia que, notando as dificuldades de seu genro em atender ao povo e julgar as suas lides sugeriu que delegasse autoridade a chefes de 1000, 100, 50, 10 pessoas para que o representasse e passassem a exercer jurisdição, conforme o nível de competência delegada, todas as causas menores eles mesmos resolviam e somente as graves eram trazidas a Moisés.

Mesmo com todo o progresso do conhecimento humano, a ciência da administração só foi surgir depois da revolução industrial no século XX. Para a Teoria Geral da Administração (TGA) surgir foram necessários séculos de preparação e acontecimentos históricos capazes de permitir e viabilizar o seu aparecimento.

Nos dias de hoje os povos desenvolvidos habitam uma sociedade pluralista de organizações maior parte sociais (Industrias, escolas e universidades, hospitais, comércio, etc.) que são administradas por dirigentes para torná-las mais eficientes. No final do século XIX as sociedades eram completamente diferentes, predominavam as pequenas oficinas, artesãos independentes, pequenas escolas, profissionais autônomos, agricultores, etc. Sempre existiu o trabalho, mas a administração só começou a existir à pouco tempo.

Redes Sociais e o Gerenciamento com os Clientes


Redes Sociais

Ao discutir este assunto, primeiro precisamos saber o que são redes sociais: Redes sociais são formas de representação, onde as pessoas com interesses em comum, compartilham idéias, sendo encontradas principalmente na Internet. Os sites de relacionamentos mais conhecidos atualmente são: Orkut, MySpace, Facebook e Twitter.

Relacionamento com os clientes

Conhecido pela sigla CRM, a Gestão de Relacionamento com os Clientes é parte fundamental, pois é através dessa ferramenta que a empresa mantém contato com os clientes e armazenando informações sobre suas atividades. É através dela que uma empresa sabe, por exemplo, se está agradando, ou no que deve melhorar.

Redes Sociais e o CRM

Estudos apontam que o Brasil é o campeão de acessos e de horas gastas em redes sociais. Tanto sucesso, fez com que as empresas tanto daqui, como de outros países voltassem seus olhares para esta nova forma de relacionamento. As empresas que vem investindo nisto, acabaram aumentando suas vendas. Mas tudo tem seu lado negativo. Muitas pessoas ainda não sabem utilizar essas ferramentas de forma sábia o vazamento de informações confidenciais de uma empresa e a vadiagem deliberada são os principais pontos negativos das redes sociais dentro das empresas.